O “Phoenix New Times” conversou recentemente com Taylor Momsen sobre a importância de não dizer aos fãs sobre o que são as músicas, sobre suas composições e qual é realmente o seu trabalho. Confiram!

New Times: Então, o seu terceiro álbum de estúdio, Who You Selling For, foi escrito por vocês dois (Ben e Taylor). Foi um processo de escrita diferente dos dois primeiros álbuns de estúdio, o Light Me Up de 2010 e Going to Hell de 2014?

Taylor Momsen: Não, Ben e eu sempre fomos os dois principais escritores da banda e não há nenhum processo. Todo mundo sempre pergunta se há um sistema, mas não há resposta para isso. Cada música é feita de forma diferente. A única coisa é que começa como uma ideia.

O trabalho artístico da capa é simples, mas poderoso. Onde você descobriu pela primeira vez a arte para a capa do álbum?

Foi um amigo meu que deseja permanecer anônimo, então eu não posso te dar um nome… mas eles estavam ouvindo o disco e nos entregaram essa peça de arte. Estávamos passando pelas faixas… Nós realmente não sabíamos como a capa deveria ser. Nós fizemos este álbum bem diverso e nós realmente não tínhamos certeza do que aconteceria com ele. Quando nós mostramos essa capa cada pessoa teve uma ideia diferente. A gravadora, jornalistas, músicos – todos. O que foi muito interessante. E então o título como uma pergunta. Quero dizer, qual é a arte que vai com isso?

Então, comparando seu progresso de uma canção estridente como “Make Me Wanna Die” de 2010 para o som mais maduro de 2016 “Take Me Down”. Quais foram as inspirações por trás dessas músicas individualmente?

Essa é uma ótima pergunta, que eu poderia querer salvar para um documentário algum dia! Essencialmente “Make Me Wanna Die” é uma canção de amor. É focado em Romeu e Julieta e em um amor apaixonado que poderia não ter sido apropriado.

Take Me Down” trata-se de atravessar uma encruzilhada de uma vida de rock ‘n’ roll. A história de Robert Johnson descendo até a “encruzilhada”. Quer você acredite ou não, foi a minha interpretação daquela música, amando algo tão desesperadamente que você está disposto a desistir de qualquer coisa por ela, até mesmo sua alma. Que é como eu sinto sobre o rock ‘n’ roll. Eu literalmente daria tudo por ele.

Em “Oh My God” as letras parecem mergulhar em desespero. Você diz: “Eu gostaria de ser negro / eu sou tão branco”, e surge aquele sentimento de sempre querer alcançar esse próximo nível internamente, sentindo-se confortável em quem você quer ser. Onde você estava querendo chegar com essas letras?

Bem, novamente, um pouco como a capa do álbum, você afirma uma opinião sobre essa música e eu adoro essa opinião. Então eu não quero colocar minha própria opinião pessoal sobre isso. Como escritora e um fã de arte e música, eu pessoalmente acho que é injusto para o ouvinte explicar canções. Por exemplo, assisti a um dos 7.000 documentários do Pink Floyd, e um deles diz que Syd Barret era o tema de uma canção específica, e isso realmente me deixou louca. Não porque eu não goste de Syd Barret, mas eu não queria saber disso. Então eu gosto de deixar isso aberto à interpretação. Como artista, eu também estou crescendo, então o que isso significa para mim hoje, em comparação com cinco anos a partir de agora pode mudar. Você não pode falar sobre algo sem ter tempo para refletir sobre isso.

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Qual foi o seu maior desafio com este disco?

Muitos. Nós estivemos em turnê por dois anos e meio, e estávamos cansados quando terminamos. Então nós sabíamos que precisávamos fazer um CD. Mas também havia tanta coisa que queríamos dizer. Turnê é sobre o isolamento. Você pode anotar uma ideia em turnê mas você realmente não compõe. Quando você está sozinho com seus próprios pensamentos, você entra na sua cabeça e obtém ideias. Havia uma sensação de desespero ao longo de todo o álbum com esse desejo de fazer algo novo.

Queríamos capturar esse desempenho como músico e esse elemento humano. Tinha que ser extremamente honesto, sem manipulação. É basicamente a banda tocando em um quarto. Na era digital do canto e instrumentais manipulados e onde tudo tenta ser perfeito – ou imperfeito – queríamos tornar a música e a arte relacionáveis.

Autotune pode ser enlouquecedor.

Ele tira a alma do negócio.

Alguns guitarristas só tiram suas guitarras quando é hora de tocar, enquanto outros não conseguem guardá-las. Onde vocês se encaixam?

Na parte dianteira, eu diria que eu sou a terceira guitarrista e mergulho em tudo mais. Eu uso a guitarra principalmente como ferramenta para escrever, e isso me mantém sã. Tocar músicas nela é realmente muito, muito agradável. Eu sou do tipo que sempre tem uma nas minhas mãos, desde que Ben não esteja na sala. Eu basicamente sigo o ritmo, não estou tentando fazer um solo, Ben é um guitarrista fantástico.

Alguém já lhe disse que tocar música é um trabalho? Eles estão mentindo. Sair em turnê é um trabalho! A música é um prazer. Quando eu vou para casa, o que eu faço? E qual é o meu hobby? Música. Esse é o meu trabalho. O trabalho é as entrevistas e viagens… Mas tocar é o que eu quero fazer quando ninguém está por perto.

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TRADUÇÃO POR ONLYTPR

FONTE

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