O site de entretenimento EU Jacksonville entrevistou recentemente a Taylor Momsen. Ambos conversaram sobre processo de criação, festivais, e como Momsen se sente como líder da The Pretty Reckless. Confiram:

Qualquer um que tenha dito que rock ‘n roll é um mundo só de homens, obviamente nunca ouviu falar de Taylor Momsen. Como líder da The Pretty Reckless, Momsen conseguiria acabar com isso sem nunca tocar uma nota. Mas a querida com olhos azuis é uma mulher renascentista do século 21, e está reescrevendo as regras do jogo.

A The Pretty Reckless irá tocar nos próximos meses em uma série de festivais pelos EUA e Europa, e Momsen comenta sobre isso.

“É apenas uma festa gigante. Você pode tocar para uma audiência que pode não conhecê-lo, o que é sempre divertido para conquistá-los. Você pode tocar ao ar livre, e ter a experiência do vento em seus cabelos e o sol em seu rosto… é emocionante”. Ela complementa: “Você tem a chance de tocar com seus amigos e ver pessoas que não vê há um tempo. Fãs antigos e novos fãs – mas eu não gosto de separá-los como fãs. Apenas pessoas legais.

O fato de Momsen estar na minoria feminina é totalmente inconsequente. Ela não se importa em ser o “rosto” da The Pretty Reckless. Ela não se sente objetificada. Pelo contrário, é uma validação.

Eu acho que a história provou que é difícil ser uma mulher no mundo dos homens, mas ao mesmo tempo, eu não gosto de dividir a música por gênero. Eu realmente não vejo dessa maneira. Uma boa canção é uma boa canção. Eu olho pra isso como preto e branco, mas eu sei que existe (o preconceito)”, diz ela. “Você tem que olhar para a história de qualquer banda. O cantor é o principal ponto focal. Eles são os que todos vão se conectar. Sim, existem guitarristas e bateristas incríveis e baixistas que as pessoas se conectam. Mas no esquema geral das coisas, a pessoa da frente é aquela que todos olham, olhe para U2, o Edge é incrível, mas todo mundo sabe quem é o Bono.

Subindo nas posições como uma “nova banda” em 2009, Momsen diz que a The Pretty Reckless sentiu se como todos os novos artistas, com algo a provar. “Toda banda se sente assim. Não há outro jeito,” ela diz. “Você está colocando sua alma em tentar provar a si mesmo. Isso é literalmente o que você está fazendo se você é uma banda nova. Você espera que as pessoas possam se conectar a algo que você escreveu em seu quarto. É um sentimento de destruir os nervos, mas é necessário.”

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Como uma banda estabelecida no mundo do rock, Momsen diz que as pressões ainda estão lá; com a vontade e a emoção de uma banda nova, e a confiança experiente de artistas amadurecidos. “Eu me sinto como os dois, como uma banda antiga e uma banda muito nova. Eu sinto como se tivéssemos crescido muito desde o começo disso, ainda assim nós temos muito para caminhar e estamos muito animados com isso, então ainda estamos no meio do caminho” diz ela. “A pressão é mais sobre nós mesmos e tentando melhorar nós mesmos. Nosso objetivo como banda é a qualidade e longevidade, e certificando-se de que cada álbum é melhor do que o último“, diz ela. “Queremos ficar cada vez melhor, em cada show, cada álbum, cada música. A pressão é mais interna agora do que quando começamos.”

Sobre o processo de criação, Momsen e Phillips escrevem juntos, separadamente. Um vem para o outro com um riff ou melodia, ideia de letras ou canção em plena formação. O único processo é que não existe um processo real.

“Ambos precisamos de isolamento e tempo sozinhos. Nenhum de nós escreve muito em turnê. Nós anotamos ideias, mas você está cercado por pessoas 24 horas por dia e nunca tem tempo com seus próprios pensamentos. Você precisa de tempo para refletir e pensar. Você precisa de tempo para manter a mente aberta e esperar que algo te atinja“, diz Momsen.

Eu mergulho em toda tipo de arte. Eu esculpo. Eu pinto, eu vejo grandes filmes. Eu leio. Eu escuto grandes discos e apenas tento manter minha mente aberta a qualquer ideia ou inspiração para atacar. Quando isso acontece, é como um relâmpago. Tem que vir naturalmente. Tem que ser honesto, e tem que significar algo. É uma coisa assustadora mergulhar nisso, mas ao mesmo tempo, é isso que torna tudo mais gratificante. É como o sexo. É um monte de trabalho para dois minutos de prazer, mas não há sentimento melhor.

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FONTE

TRADUÇÃO POR ONLYTPR

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